Plant-based e Veganismo: qual a diferença?

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A alimentação dos consumidores do mundo todo está cada dia mais consciente e responsável. Afinal, a origem e os tipos de alimentos passaram a ter muita relevância, fortalecendo práticas como Veganismo e Plant-based. 

Essas práticas são grandes responsáveis pela redução do consumo de carne no mundo. As justificativas para a popularidade são diversas. A começar pela busca de reduzir os impactos significativos no meio ambiente. Pois, a produção de carne bovina, por exemplo, é uma das principais causas do efeito estufa, desmatamento e alto consumo de água doce. Além disso, também há a preocupação com as vidas dos animais.

Contudo, apesar do Veganismo e o Plant-based estarem em alta, poucas pessoas sabem diferenciá-las. Por isso, selecionamos as suas diferenças para que você entenda melhor o conceito, e, quem sabe, considerá-las. Vamos lá?!

Plant-based e Veganismo: qual a diferença?

A prática Plant-based ou em português: padrões alimentares baseados em vegetais, é mais focada na redução sem a exclusão. Em outras palavras, são dietas que, proporcionalmente, contém mais alimentos de fontes vegetais. Como essas dietas são mais diversificadas, elas costumam ser mais completas em macro e micronutrientes.

Já as dietas veganas, eliminam todos os produtos de origem animal, incluindo: laticínios, carnes, aves, peixes, ovos e mel. Por conta da eliminação dos alimentos de origem animal, torna-se mais necessário estar atento às proteínas para evitar carências nutricionais. 

O feijão é uma excelente opção de fonte de proteínas vegetais e minerais como ferro, magnésio e zinco. Logo, além de muito saboroso, também é muito útil e versátil para dietas vegetarianas e plant-based.

Quais os benefícios de uma alimentação com maior presença de alimentos vegetais?

Ter uma dieta rica em grãos, folhas e frutos gera diversos benefícios para a saúde. A  redução no risco de câncer é uma delas. Pois o estudo realizado com mais de 60 mil pessoas, provou que: 

  • os indivíduos que se alimentavam com uma dieta baseada em vegetais, obtiveram uma redução no risco de tumores.

Também há a redução do declínio cognitivo. Pois de acordo com uma pesquisa com mais de 30 mil pessoas, dietas ricas em frutas, legumes e verduras: 

  • reduzem em 20% o risco do desenvolvimento de algum comprometimento cognitivo ou demências.

Sem contar, que de 200 mil pessoas que aderiram ao consumo de alimentos como vegetais, frutas e legumes, observou-se que: 

  • elas passaram a ter 34% menos chances de desenvolver diabetes.

Para acertar na composição da dieta, é válido focar em alimentos cada vez mais coloridos. Afinal, a diversidade das cores demonstra o quão ricos em determinados nutrientes cada  alimento de origem vegetal é. Por exemplo:

Em alimentos verdes, há uma alta quantidade de vitaminas do complexo B, C, K, além de cálcio, potássio e ferro. 
Já os alimentos amarelos e laranjas possuem muita vitamina C, carotenóides e flavonóides. O que os tornam muito bons para fortalecer a imunidade. 
Os alimentos vermelhos, por sua vez, são fonte de licopeno. Trata-se de um poderoso antioxidante capaz de reduzir em 20% as chances de tumores, além de retardar o envelhecimento precoce. 

Plant-based na vida do brasileiro

Devido a todos esses fatores, os alimentos plant-based têm feito parte do dia a dia dos brasileiros nos últimos anos. Para se ter ideia, 52% dos consumidores já buscam reduzir o consumo de alimentos à base de origem animal. Esse dado foi obtido por meio de uma pesquisa realizada pela Archer Daniels Midland (ADM) junto ao Ibope DTM.

Não somente, a Pesquisa Global Sobre Hábitos Alimentares na Pandemia, demonstrou que 41% das pessoas já mudaram de dieta. Entre as novas medidas alimentares adotadas pela população, estão: 

  • o aumento no consumo de frutas e verduras (51%);
  • a ingestão de mais alimentos à base de plantas (43%); e 
  • o esforço para comer menos carne (43%).

Analisando o contexto do dia-a-dia, grande parte das dietas com alto índice de vegetais e legumes são extremamente práticas. Isso significa que, para quem tem menos tempo disponível para as refeições, as práticas citadas são mais viáveis. O que desmistifica a crença de que para comer rápido é preciso de ir a um fast-food. 

Agora que você entende a relevância e as diferenças do Plant-based e do Veganismo, compartilhe esse artigo. Assim, mais pessoas também entenderão um pouco mais da importância de uma alimentação consciente e saudável. Até mais!

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